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segunda-feira, 12 de março de 2012
Tudo Igual
Tudo igual. De novo. Outra vez.
Tudo igual. De novo. Outra vez.
Tudo igual. De novo. Outra vez.
Tudo igual. De novo. Outra vez.
Tudo igual. De novo. Outra vez.
Tudo igual. De novo. Outra vez.
Tudo igual. De novo. Outra vez.
Tudo igual. De novo. Outra vez.
Tudo igual. De novo. Outra vez.
Tudo igual. De novo. Outra vez.
Tudo igual. De novo. Outra vez.
Tudo igual. De novo. Outra vez.
Tudo igual. De novo. Outra vez.
Tudo igual. De novo. Outra vez.
Tudo igual. De novo. Outra vez.
Tudo igual. De novo. Outra vez.
Mesmo uma pequena mudança ainda será percebida neste mundo onde tudo é rotineiro.
É possível fazer a diferença.
Tudo igual. De novo. Outra vez.
Tudo igual. De novo. Outra vez.
Tudo igual. De novo. Outra vez.
Tudo igual. De novo. Outra vez.
Tudo igual. De novo. Outra vez.
Tudo igual. De novo. Outra vez.
Tudo igual. De novo. Outra vez.
Tudo igual. De novo. Outra vez.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Sem título
Não, esta crônica não é sem título. O título é aquele ali mesmo. É só porque conta a história de um autor de sucesso que, um dia, não conseguiu criar um titulo para sua própria crônica.
A crônica falava sobre o verdadeiro nome de todas as coisas, e o poder destes nomes. Mas o título não podia ser óbvio. Tinha que despertar curiosidade e insinuar mistério. Nada o agradava.
Olhou pela janela, para a rua, buscando inspiração. Qual seria o título digno de uma crônica tão perfeita? Ele não sabia. Gastara toda sua criatividade escrevendo-a.
Por fim, rendeu-se. Escolheu um dentre as opções de títulos óbvios e sem graça. Publicou-a.
"O Nome das Coisas" foi a crônica mais lida de todos os tempos.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Três em três
Dizem que as coisas ruins vêm em três. Para os mais azarados, as coisas ruins acontecem três vezes cada.
Temos, por exemplo, o menino que ia saindo de casa e tropeçou três vezes no caminho até a porta. Pegou a bicicleta e desceu. Errou três ruas até chegar na escola. Pegou no sono sem querer nas três primeiras aulas do dia.
Na volta pra casa, quase foi atropelado por dois carros e uma moto, por causa de três ligações de uma mesma pessoa. Atrasou-se para o almoço e seu prato teve que ser esquentado três vezes, o que deixou as batatas com um gosto estranho.
Mas as coincidências pararam por aí. Sim, coincidências, pois o azar não existe. Bem como a sorte é um mito. Ele só teve um dia ruim.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Uma Noite Perdida
Sábado à noite. Debaixo da água fria, começo a imaginar como serão as próximas horas. Posso prever boas conversas, risadas, diversão, e só voltar pra casa depois que amanhecer, mas sem saber que nada disso me aguarda. Dominado pela excitação, termino de me arrumar, encontro meus amigos e saio. A festa começa no caminho, com umas voltas de carro pela cidade. Mas minha noite é arruinada assim que chego lá.
Ela está com outro. Eu já sabia, e já devia ter me acostumado com essa visão, mas parece que cada vez é ainda pior. A excitação é substituída por frustração, e já sei que nada mais dará certo daqui pra frente.
Sei que devo voltar pra casa, mas resolvo arriscar e fico ali. Observá-la é inevitável, por mais que me torture. Meus amigos tentam me distrair, em vão. Já não vejo graça em mais nada.
As horas passam, mas só tenho uma imagem na cabeça. Uma imagem que não me agrada de forma alguma, mas me hipnotiza. Me prende de tal forma que não consigo dormir, e todo o resto perde o sentido.
Levanto no dia seguinte, ainda lembrando do que se passou nas últimas horas. E o amanhã nunca chega.
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Título por: Kyria :D
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Velhas Lembranças
O elevador. Qualquer um fica vulnerável nesse tipo de ambiente. Principalmente quando surge aquela presença inesperada, que trás fantasmas do passado à sua mente. Lembranças de mais uma das inúmeras desilusões amorosas que você já sofreu. Mas esta te marcou. O constrangimento toma conta do lugar, e não há pra onde ir, até que um dos dois sai.
Nos dias que se seguem, você revê aqueles breves momentos de silêncio em sua mente, e volta no tempo. Começa a se lembrar de como vocês eram próximos, mas não tanto quanto você gostaria. E quando você percebe, está sofrendo novamente por algo que passou há anos. Mas, por mais estranho que seja, isso não te faz mal. Este é um daqueles casos onde o que deveria te fazer sofrer acaba te dando mais sentido à vida. Porque, apesar de tudo, eram bons tempos. Pelo menos havia uma amizade.
Cada vez mais, você vai se lembrando daquela velha amizade. E então, o sentimento adormecido volta à tona. Mas desta vez, você está preparado. Sabe que não quer passar por tudo aquilo de novo, e sem o fator da amizade pra amenizar as coisas. Então você se controla, e logo dá um jeito de esquecer o que aconteceu, apagar as velhas lembranças e os velhos sentimentos.
Mas o problema é que esse tipo de coisa nunca se esquece. Nunca se apaga. Volta e meia você vai se lembrar dos velhos tempos, de como era bom gostar e estar perto da tal pessoa. E é inútil tentar usar novas paixões para esquecer as antigas. Todas elas te assombrarão pelo resto da vida.
Elas sempre voltam.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Breve Alívio
Cansaço. Sentado naquela sala lotada, sinto uma súbita e forte vontade de arremessar para longe o lápis que repousa entre meus dedos. Não há um motivo, apenas uma vontade. Uma vontade que representaria o fim de uma respiração, quando o ar sai como uma bala.
Estou cansado. Cansado de sentar ali no frio, sozinho, olhando para o nada enquanto alguém em pé lá na frente tenta - quase ou sem sucesso - preencher várias mentes com grandes complicações inúteis. Coisas que querem que você guarde em sua cabeça até certo ponto, para depois esquecer completamente, aliviado.
Enfim, ouço um som excruciante, mas libertador. Junto minhas coisas e saio, tentando livrar minha mente de tudo que não preciso saber agora. Começo a me sentir mais leve à medida que vou me afastando daquela sala lotada.
De repente, sinto dedos empurrando minhas costas. Levanto a cabeça devagar, desorientado. Sinto novamente a vontade de arremessar o lápis para longe. E o faço.
sábado, 3 de abril de 2010
Transe
Estado depressivo. Coisas ruins acontecem, mas no momento, você não liga. Resolve sair.
No caminho, passa a se sentir desconfortável. Sua mente começa a processar todas aquelas coisas ruins.
Você fecha a cara, e fica ansiosamente esperando alguém lhe perguntar o que aconteceu, apenas para responder, com a voz fraca e quase inaudível:
- Nada...
Você está em transe. Mas não sabe disso ainda. Você pode sair dele, mas não quer. Esta súbita depressão é, de certa forma, prazerosa. Com os olhos mirando o vácuo, tenta, nem sempre com sucesso, contaminar o ambiente com o seu estado de espírito.
Você torce para que um conhecido - de preferência, alguém que te atrai - perceba a sua carência e fique ao seu lado, tentando te animar. Mas você não se anima, pois assim, manterá essa presença aquecedora mais tempo perto de você. Por dentro, você se sente melhor.
Quando isso não acontece, você pensa em sair dali, mas percebe que não tem pra onde ir. Então você finalmente resolve parar de sofrer sozinho. Tenta se divertir novamente.
Nessas ocasiões, a noite nunca é das melhores. Mas, por algum motivo, você não se arrepende.
E a vida continua.
domingo, 28 de março de 2010
Eu queria...
Queria saber desenhar. Queria saber dar mortal fora da piscina. Queria fazer algo grandioso pra ser conhecido mundialmente, mas não como uma 'celebridade'. Queria dividir uma casa com um amigo. Queria saber surfar. Queria ganhar dinheiro com a minha música. Queria ser um bom aluno. Queria ter um barco. Queria viver numa ilha deserta, mas só por alguns dias. Queria ter um cachorro. Queria escrever um livro.
Queria saber como é morrer, mas viver pra contar. Queria saber falar latim e alemão. Queria aprender Kung-fu. Queria ter um grande amor. Queria saber andar de skate. Queria saber cantar. Queria ser mais alto, e menos magro. Queria vagar pela Europa. Queria viver num mundo sem governantes. Queria ter uma irmã um pouco mais nova que eu. Queria ser criador de uma frase famosa. Queria que só houvesse a noite. Queria ser um pouco mais popular.
Queria ter vivido o movimento punk. Queria pular de pára-quedas. Queria que o refrigerante fosse mais saudável que a água. Queria ter conhecido os Beatles. Queria ter 18 anos pra sempre. Queria saber como é ser cego, surdo e mudo, sem ser. Queria ser um 'fora-da-lei'. Queria ver a neve. Queria ter um arqui-inimigo. Queria saber ler hieroglifos. Queria ter uma casa no campo. Queria conseguir falar tudo o que penso.
Queria ter a capacidade de escrever grandes textos.
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