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terça-feira, 15 de outubro de 2013

Nosso maior medo



"Nosso maior medo não é sermos inadequados.
Nosso maior medo é sermos poderosos além da conta.
É a nossa luz, e não nossa escuridão, que mais nos apavora.
Ser pequeno não serve ao mundo.
Não é nada sábio se encolher para as outras pessoas não se sentirem inseguras ao seu redor.
Todos nós fomos feitos para brilhar, como as crianças brilham.
Não está apenas em alguns de nós, está em todos nós.
E enquanto deixamos a nossa luz brilhar,
nós inconscientemente damos a outras pessoas a permissão de fazer o mesmo.
Enquanto nos libertamos dos nossos medos, nossa presença automaticamente liberta os outros".


retirado de Coach Carter - Treino para a vida

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Diretamente do túnel do tempo

Já que estamos no ~mês das crianças~ (apenas uma desculpa pra esse post), vejam aí dois textos muito profundos, inteligentes e maduros que fiz pra escola na sexta série:


A Moda
"Hoje em dia, a moda faz a cabeça de qualquer um. As pessoas são influenciadas através, geralmente, das propagandas de televisão. Às vezes, os jovens compram certos produtos só porque todos os seus amigos estão usando, mas na verdade nem gostam muito. Outros compram por causa da marca, que é famosa em todo o mundo. A única diferença de ter tais produtos é que seus amigos vão dizer "olha, que legal o seu tênis", por exemplo.

Na minha opinião devemos comprar o que realmente gostamos, e não o que todos gostam. Comprar certos produtos só para impressionar pode acabar numa amizade falsa. As pessoas dizem ser suas amigas, mas só estão gostando mesmo da sua roupa de marca e do seu tênis. Todos sabem que ser popular é bom, mas podemos conseguir isso através da nossa personalidade. Sejamos nós mesmos."


Pais ajudam filhos a se conhecerem
"É normal um garoto de 11 anos ficar em casa, em vez de sair com os amigos?
Os pais tentam resolver essa e mais questões para ajudá-los na adolescência. Existem os que vão a qualquer festa, e os que preferem um livro.
Os pais observam o potencial dos filhos para assim orientá-los para terem uma boa adolescência.
O que os pais precisam é ficar seguros com a decisão dos filhos. Para que se preocupar se o filho se sente melhor sendo diferente dos outros?"


^-^

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Tudo que é vivo, morre



"Cumpriu sua sentença.
Encontrou-se com o único mal irremediável.
Aquilo que é a marca de nosso estranho destino sobre a Terra.
Aquele fato sem explicação, que iguala tudo que é vivo num só rebanho de condenados.
Porque tudo que é vivo, morre."

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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Guitarras, baterias e shows

Meu primeiro instrumento foi um violão Di Giorgio velho que achei meio jogado na minha casa na época. Era da minha tia. Eu tinha uns 12 anos e resolvi começar a ter aulas. Fui aprendendo a tocar, e com 15 ganhei minha primeira guitarra. Uma Washburn foda que vi em uma loja no shopping e quis tê-la imediatamente, mas me contentei em tê-la apenas no dia seguinte.


Comecei a tocar na casa de um amigo meu que tocava bateria. Tentamos por muito tempo formar uma banda, mas não conseguimos de jeito nenhum. Mesmo assim, ensaiávamos direto: eu na guitarra, ele na bateria e um playback pra acompanhar. Um tempo depois, ele me ensinou o groove mais básico que existe na bateria, e gostei de tocar, mas não me animei muito pois sabia que não poderia comprar uma.

Mais tarde, um pessoal da minha sala do 2º ano perguntou se eu sabia tocar bateria. Disse que só sabia o básico do básico, mas mesmo assim insistiram que eu ensaiasse com a banda deles pra ver se dava certo. Então, peguei a set-list que eles planejaram pro ensaio e comecei a treinar em casa apenas fazendo air drums, tentando reproduzir os sons das músicas mentalmente, ou batendo no travesseiro com canetas. Alguns vídeos de drum cover depois, e eu já sabia tocar Paranoid, do Black Sabbath.

Tivemos apenas um ensaio, mas foi o suficiente para que eu decidisse ser baterista, além de guitarrista. Ganhei uma bateria eletrônica no Natal de 2008 e comecei a treinar. Passei a ter aulas uns 2 meses depois, e parei no fim de 2009 (depois de ter 4 meses de aula em Miami, onde também comprei mais uma guitarra), mas continuei aprendendo sozinho. Depois comecei a gravar covers pro YouTube (se quiser ver meus primeiros vídeos de bateria, clique aqui).


Eu tocando com meus irmãos num estúdio de BH (Janeiro de 2009)

Fui chamado pra algumas bandas como baterista, mas nenhuma foi além de alguns ensaios. Tentei também com alguns amigos da escola, mas deu no mesmo. Continuei apenas treinando e gravando mais vídeos ao longo do tempo, esperando conseguir alguma hora montar uma banda que desse certo.


Ensaio com amigos da escola
(clique aqui pra me ver tocando isso direito)



Ensaio com outra banda que tive, "Música Urbana"
(banda cover de Capital Inicial)



 Ensaio com um projeto de banda de Hard Rock


Mas finalmente, em Maio de 2011 fui chamado pra minha atual banda, Infiel Baluarte. Já postei sobre ela aqui, incluindo dois vídeos em que participávamos de uma seleção que escolheria 7 entre 47 bandas, e fomos selecionados para tocar no Ilha Shows de Vitória nesse sábado (29/10) disputando a final do 1º Festival de Música do UP. Não ganhamos, mas na verdade escrevi esse texto todo apenas para falar o seguinte:

Mesmo não ganhando, eu me diverti muito tocando lá. E pude ter certeza de que é exatamente isso que quero fazer da vida: ser o baterista de uma banda (se possível, a Infiel). Sei que não é fácil ganhar espaço no mundo da música, mas acredito que iremos continuar tentando. E se não for mesmo possível seguir essa carreira, será meu principal hobby. A experiência foi mais interessante do que eu esperava. Eu sequer consigo me lembrar da apresentação inteira, nem se realmente fiz tudo certo. Minha teoria é que eu simplesmente me entreguei à música naquele momento, fiz exatamente o que devia fazer e me senti bem.



Espero poder repetir esta experiência muitas outras vezes, pois aprendi bastante. Foi incrível vivenciar tudo aquilo ao lado de amigos. Faltaram alguns, mas haverá outras oportunidades.

Ah sim, e aqui está a principal consequência do show:

=(

E é isso aí, pretendo continuar minha ~história musical~ a partir daqui. Fiquem ligadinhos.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Voilà




"Voilà! In view, a humble vaudevillian veteran, cast vicariously as both victim and villain by the vicissitudes of Fate. This visage, no mere veneer of vanity, is a vestige of the vox populi, now vacant, vanished. 

However, this valorous visitation of a by-gone vexation, stands vivified and has vowed to vanquish these venal and virulent vermin van-guarding vice and vouchsafing the violently vicious and voracious violation of volition. 

The only verdict is vengeance; a vendetta, held as a votive, not in vain, for the value and veracity of such shall one day vindicate the vigilant and the virtuous.  


Verily, this vichyssoise of verbiage veers most verbose, so let me simply add that it's my very good honor to meet you and you may call me V."

domingo, 28 de março de 2010

O Músico

"Podemos apreender o caráter de um povo, de um momento histórico e de um ser humano pela música que ele pratica e ouve. A música não só revela os sentimentos e emoções íntimas do ser humano, mas também os gera e os transforma.

Neste sentido torna-se valioso o conhecimento do material utilizado pela música, mesmo que não o manipulemos como músicos; pois certamente somos mais influenciados pelas sonoridades que nos cercam do que gostaríamos de admitir.

A música pode nos levar a possibilidades de experiências jamais tentadas. Em todas as culturas antigas do mundo, a música existiu em função do ritual, do serviço a Deus, da expansão da consciência e das mais profundas experiências humanas. Os ritos e cultos xamanísticos, os rituais da África ou da América do Sul, do Extremo Oriente, trabalham com um conhecimento, que podemos chamar de inconsciente, de uma força primordial, ou lei, desencadeada através de manifestações musicais.

De qualquer maneira isso já seria interessante para nós ocidentais ou ocidentalizados. Poderíamos, e isso só cabe a nós, não só deixar essa energia agir de forma mágica, mas também experimentá-la conscientemente, tornando-a mais presente, a nosso dispor e com isso tornando-nos seres mais perfeitos, íntegros. Em suma, mais seres humanos.

Nas civilizações da antiguidade, o som organizado inteligentemente representava a mais elevada de todas as artes, e a música, a mais importante das ciências, o caminho mais poderoso da iluminação religiosa e a base de um governo estável e harmonioso. A música vigorosamente agia sobre o caráter do homem.

Hoje, nós modernos ou pós-modernos, pós-tudo, ex-tudo (como diz Augusto de Campos), não estudamos, não mudamos, emudecemos e o pior: ficamos surdos.

Quando não ouvimos

a própria voz

desafinamos.


Não consideramos mais o som audível um reflexo terreno de uma atividade vibratória, que se dá além do mundo físico, mais fundamental e mais próxima do âmago das coisas. Inaudível ao ouvido humano, esta atividade vibratória cósmica é a origem e a base de tudo que foi e continua a ser gerado no universo.

Além da música, a expressão do discurso era considerada um reflexo no mundo da matéria dos tons cósmicos. Esses tons cósmicos eram chamados pelos egípcios de 'o verbo' ou 'o verbo dos deuses'; pelos gregos de 'a música das esferas'.

As palavras, ouvidas por este diapasão, possuem um poder encantatório imenso. Já dizia Louis F. Céline que o trabalho com as palavras pode matar um homem. Se pode matá-lo pode também salvá-lo, digo. Os arranjos são infinitos, aprendamos a escolher.

No princípio, então, sempre esteve o som, o verbo, a palavra, o ritmo, o logos. Como na música, assim na vida, já ouvimos. Diga-me qual a palavra e te direi quem és.

Os poetas, a meu ver, têm a função de recuperar este poder encantatório das palavras, tão corroídas pelos clichês. A função do músico, por outro lado, é colocar ordem no caos. Os ruídos são muitos e a afinação e a harmonia (esta deusa/artesã que cria as formas mortais) revelam-se mais uma vez adequadas para este momento. De partes bem ajustadas assenhora-se o sábio do Todo.

Os ouvidos não têm pálpebras.

Conta-se que Villa Lobos, quando questionado sobre como conseguia compor com tantos ruídos externos (janela aberta aos sons da urbe ensandecida), respondeu com simplicidade: 'Meu filho, o ouvido externo não tem nada a ver com o ouvido interno'."


(Autor desconhecido)