sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Sempre buscando - primeira parte



Elas são perigosas. O atacaram de tal forma que mal pode reagir. Tentou desesperadamente reverter o efeito e reparar o dano, mas era tarde. É como dizem: "não vão atacar a não ser que se sintam atacadas", mas o contra-ataque é sempre mais forte do que se espera.

E não são todas que seguem tal regra. Às vezes atacam mesmo sem motivo aparente, deixando a vítima absurdamente destroçada. Sua ação é sempre devastadora pois nunca é o que se espera de tais criaturas. Esperamos apenas o doce clichê do 'amor e carinho' que tantos julgam como essencial, mas normalmente não passa de idealismo.

Já aceitei que a minha vez também chegará. Sinto sua inevitabilidade na pele. Ainda não acredito que haja defesa para esse tipo de golpe, e não espero encontrar uma até lá. Só espero encontrar forças para levantar outra vez, talvez contando com a ajuda de irmãos de espírito. E enfim desistir dessa busca cega e estúpida por amparo em terceiros.

Porém, ainda que seja difícil conviver com a dor que elas causam, talvez mais difícil ainda seja viver sem o conforto que elas proporcionam.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Guitarras, baterias e shows

Meu primeiro instrumento foi um violão Di Giorgio velho que achei meio jogado na minha casa na época. Era da minha tia. Eu tinha uns 12 anos e resolvi começar a ter aulas. Fui aprendendo a tocar, e com 15 ganhei minha primeira guitarra. Uma Washburn foda que vi em uma loja no shopping e quis tê-la imediatamente, mas me contentei em tê-la apenas no dia seguinte.


Comecei a tocar na casa de um amigo meu que tocava bateria. Tentamos por muito tempo formar uma banda, mas não conseguimos de jeito nenhum. Mesmo assim, ensaiávamos direto: eu na guitarra, ele na bateria e um playback pra acompanhar. Um tempo depois, ele me ensinou o groove mais básico que existe na bateria, e gostei de tocar, mas não me animei muito pois sabia que não poderia comprar uma.

Mais tarde, um pessoal da minha sala do 2º ano perguntou se eu sabia tocar bateria. Disse que só sabia o básico do básico, mas mesmo assim insistiram que eu ensaiasse com a banda deles pra ver se dava certo. Então, peguei a set-list que eles planejaram pro ensaio e comecei a treinar em casa apenas fazendo air drums, tentando reproduzir os sons das músicas mentalmente, ou batendo no travesseiro com canetas. Alguns vídeos de drum cover depois, e eu já sabia tocar Paranoid, do Black Sabbath.

Tivemos apenas um ensaio, mas foi o suficiente para que eu decidisse ser baterista, além de guitarrista. Ganhei uma bateria eletrônica no Natal de 2008 e comecei a treinar. Passei a ter aulas uns 2 meses depois, e parei no fim de 2009 (depois de ter 4 meses de aula em Miami, onde também comprei mais uma guitarra), mas continuei aprendendo sozinho. Depois comecei a gravar covers pro YouTube (se quiser ver meus primeiros vídeos de bateria, clique aqui).


Eu tocando com meus irmãos num estúdio de BH (Janeiro de 2009)

Fui chamado pra algumas bandas como baterista, mas nenhuma foi além de alguns ensaios. Tentei também com alguns amigos da escola, mas deu no mesmo. Continuei apenas treinando e gravando mais vídeos ao longo do tempo, esperando conseguir alguma hora montar uma banda que desse certo.


Ensaio com amigos da escola
(clique aqui pra me ver tocando isso direito)



Ensaio com outra banda que tive, "Música Urbana"
(banda cover de Capital Inicial)



 Ensaio com um projeto de banda de Hard Rock


Mas finalmente, em Maio de 2011 fui chamado pra minha atual banda, Infiel Baluarte. Já postei sobre ela aqui, incluindo dois vídeos em que participávamos de uma seleção que escolheria 7 entre 47 bandas, e fomos selecionados para tocar no Ilha Shows de Vitória nesse sábado (29/10) disputando a final do 1º Festival de Música do UP. Não ganhamos, mas na verdade escrevi esse texto todo apenas para falar o seguinte:

Mesmo não ganhando, eu me diverti muito tocando lá. E pude ter certeza de que é exatamente isso que quero fazer da vida: ser o baterista de uma banda (se possível, a Infiel). Sei que não é fácil ganhar espaço no mundo da música, mas acredito que iremos continuar tentando. E se não for mesmo possível seguir essa carreira, será meu principal hobby. A experiência foi mais interessante do que eu esperava. Eu sequer consigo me lembrar da apresentação inteira, nem se realmente fiz tudo certo. Minha teoria é que eu simplesmente me entreguei à música naquele momento, fiz exatamente o que devia fazer e me senti bem.



Espero poder repetir esta experiência muitas outras vezes, pois aprendi bastante. Foi incrível vivenciar tudo aquilo ao lado de amigos. Faltaram alguns, mas haverá outras oportunidades.

Ah sim, e aqui está a principal consequência do show:

=(

E é isso aí, pretendo continuar minha ~história musical~ a partir daqui. Fiquem ligadinhos.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Quase um Star Wars



Quando vi, já estava no meio da batalha. Era quase um Star Wars, mas com espadas normais. Incorporei um mago e guerreiro ao mesmo tempo, lutando ao lado do meu mestre e da sua nova aprendiz. Lutávamos contra um mago poderoso - que pretendia dominar as terras livres - e seus soldados. Estávamos numa sala relativamente pequena de uma fortaleza que tentávamos defender. E estávamos falhando.

Eu até que estava indo bem, mas ficávamos cada vez mais encurralados. Depois de um feitiço potente lançado pelo meu mestre, o mago e seus soldados recuaram para a outra sala no fim do corredor. Permanecemos ali para recobrar nossas energias. Estava escuro, então acendi meu místico lampião colocando-o numa pequena plataforma quadrada que emanava energia, carregando-o.

E então, vimos uma grande massa de energia transparente avançando rápido pelo corredor estreito, acompanhada por um som estridente. Em seguida fomos atirados para a parede oposta, e o mago entrou com seus soldados, cada um segurando uma grande placa de ferro. Eram muitos, não havia nada que pudéssemos fazer. Tentei lançar um feitiço, que acertou numa das placas de ferro e ricocheteou na parede.

Os soldados caminharam calmamente em nossa direção e posicionaram as placas na nossa frente, prendendo-nos quase completamente contra a parede. Depois se afastaram e o mago começou seu discurso pré-dominação característico de todo vilão que sempre os impede de vencer. E foi justamente o que aconteceu.

Enquanto ele falava, com a ajuda de meu mestre, consegui discretamente soltar uma das placas de ferro que me prendiam. Esperei o momento certo, depois empurrei a placa para frente com força e saltei, nocauteando o mago e afastando os soltados com a espada. Libertei meu mestre e sua aprendiz, voltamos a lutar e vencemos. Acordei.

domingo, 18 de setembro de 2011

Infiel Baluarte

Esse é o nome da minha banda, que já mencionei neste post, e aqui estão dois vídeos de uma apresentação nossa numa seleção pra um festival de música:




Se curtirem, comentem :)

UPDATE:

Passamos na seleção e vamos tocar no Ilha Shows dia 29/10. Apareçam \o/

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Guerra



Ao fechar os olhos, posso ver com clareza a guerra que acontece dentro de mim. Mísseis voando para todos os lados, explosões, mal-estar. Não é exatamente a noite de sono que eu esperava. E olha que o meu dia não tinha sido ruim.

Pensamentos serenos conseguem acalmar a guerra aos poucos. As idéias vão se esvaindo. A mente, quase limpa, volta a tentar descansar. Levando em conta todos os acontecimentos do dia e a intensidade do combate interior, talvez o poder da mente exista de alguma forma, afinal.

Na luta da mente contra o corpo e a própria mente, consegui escapar para o imaginário. Ainda não dominava plenamente a arte dos sonhos lúcidos, portanto entreguei-me ao escuro e ao acaso, desaparecendo por cem anos, ou até a morte. O que quer que durasse mais.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Divagações da madrugada #7

"Boa tarde, poderia falar com o Diego?"
"Eu."
"Opa, tudo bom? Então, tô lendo seu blog aqui, e é melhor você parar de falar merda ou eu vou te quebrar."
"Ah, beleza então."
"Ouviu? Seu merda."
Click.

Sim, isso aconteceu mesmo. Algum (suponho) crente imbecil resolveu me ameaçar pelo interfone, algumas horas depois de eu lançar este post. Como eu sempre demoro pra fazer um 'divagações da madrugada', ou qualquer outro post onde eu fale sobre qualquer coisa, ele deve ter achado que eu fiquei com medo. LOLOLOLOLOL

Aliás, queria saber que que essa gente tá fazendo no meu blog.


Enfim, não vim falar disso. Basicamente, vim falar da minha ~relativamente nova~ banda, Infiel Baluarte.




A música do vídeo acima é a mais nova até agora, e ainda não ensaiamos. O vocalista/guitarrista @pbfagundes fez essa versão em algum programa aí. (Se quiserem, entrem no vídeo pela página do YouTube e vejam a descrição para conhecer todos os integrantes)

Em breve farei um cover de outra música nossa já gravada em estúdio, que também será disponibilizada no SoundCloud, e aí vocês poderão ver como nosso som é maneirinho. :)

Se quiserem ver meus últimos covers além desse, entrem aqui: http://www.youtube.com/dmlrockdrummer


Bom, vocês - poucos, bem poucos - que acompanham o blog devem ter reparado a queda de produtividade de textos. O motivo é que eu não estou mais vagabundando no pré-vestibular, e sim fazendo faculdade de Publicidade (vagabundando menos). Ou seja, só escrevo quando tenho boas ondas de inspiração. Aliás, encontrei um que comecei há tempos mas esqueci de terminar. Então, tem texto saindo soon enough.


Mudando de assunto de novo, hoje eu assisti o último filme de Harry Potter. E com esse ótimo filme, acabou a saga da minha infância. Mas um dia eu leio/assisto tudo de novo. Aliás, se alguém quiser me dar o segundo livro... É o único que eu não tenho, porque peguei emprestado do meu vizinho em vez de comprar.

Eu acho que tinha uns 12 anos quando minha tia disse que tinha um presente pra mim. Eu abri, e era um livro. Harry Potter e a Pedra Filosofal. Tentei não parecer decepcionado, e pensei que nunca ia ler. Então minha mãe se ofereceu para ler pra mim toda noite antes de eu dormir. E assim, passei a gostar da história. Comecei a ler por conta própria a partir da metade, e não parei mais. Ainda lembro um pouco das discussões com os meus amigos sobre a história e as especulações de quantos livros seriam. E brincávamos no prédio com galhos de árvore como varinhas, lol. Aliás, lembro que não gostei de saber como aquilo estava se espalhando, queria que fosse uma coisa 'minha'. Eu era underground e não sabia.

Apesar de os ~fãs~ de hoje estarem estragando tudo o que a história representava, foi algo que me marcou.


Bom, chega de divagação. VO DORME.

terça-feira, 5 de julho de 2011

O Elemento



Meu eu verdadeiro, há tempos desaparecido, e meu eu criado e evoluído por mim ao longo dos anos, encontraram um terceiro elemento. Tal elemento não pode ser definido meramente por palavras, mas sua influência é colossal. Foi capaz de despertar minha essência perdida, fazendo-a entrar em conflito com minha personalidade desenvolvida. E isso tudo, por incrível que pareça, me trouxe paz.

Me sinto completo, enfim. As indecisões agora vão se esvaindo devagar, e vejo meus passos mais claramente. Fui capaz de ver um futuro nem tão assustador assim. O terceiro elemento, vindo de um encontro casual, tornou-se indispensável. E no dia em que resolver partir, me banirá mais uma vez para o deserto de angústia do qual me resgatou.

Não posso lutar contra o que sinto, por isso luto para mantê-lo comigo. E por causa da paz trazida por ele, passei a sentir novamente pequenos vestígios de medo ao encarar aquilo que alimenta meu lado mais sombrio. Mas resisto por saber que você, portadora do terceiro elemento, está comigo.

E não me deixará partir tão cedo.