Qualé.
Estaaaaamos de volta com mais um "Divagações da madrugada" que faz tempo que não escrevo. Mas, como nos anteriores, já tô ouvindo música pra entrar na ~vibe~.
Acabei de levar uma porra de UM SOCO NOS OUVIDOS por causa da música que eu esqueci que tava alta demais. É a melhor maneira de te passar de um estado pacífico pra raiva fulminante em 0.1 segundo.
Mas agora tô de boas ouvindo Foo Fighters.
Então, nos últimos dias separei alguns temas maneros pra textos que farei na hora que a inspiração bater. Acho que os senhores vão curtir quando ficarem prontos, mas não vou adiantar nada.
Now playing: Razorblade - The Strokes.
Acabei de apagar um texto imenso que tinha escrito aqui sobre um desses temas que falei, porque ficou muito forçado e resolvi escrever ele depois no formato normal de textos filosóficos que eu faço. Então, pra substituir, farei de novo um menorzinho daqueles sobre música onde eu falo qualquer besteira.
Aliás, gostaria de mostrar uma coisa pros senhores:
Quem me conhece sabe que não sou nenhum defensor da paz e harmonia entre os seres humanos. Muito menos quando tem deus no meio. Mas eu realmente gostei desse projeto. Por quê? Pela música. Poucas coisas são tão incríveis quanto reunir várias pessoas ao redor do mundo inteiro pra tocar uma mesma música, 'juntas'. Mas é claro que a música tem que ser agradável. Essa do vídeo, por exemplo, é viciante.
A questão é que eu percebi que não tenho nenhum tipo de preconceito religioso quando se trata de música. Por exemplo: o filme Resistindo às Tentações - com Beyoncé Knowles e Cuba Gooding Jr. - é sobre um publicitário demitido que tenta montar um coral de igreja para vencer uma competição. Obviamente, o filme só tem música gospel. E eu nunca deixo de ver quando passa na TV. Mano, as músicas são ótimas, não posso fazer nada.
E olha que eu tentei.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Inimigos
Um dia desses, vi uma frase de Winston Churchill, que diz mais ou menos o seguinte: "Você tem inimigos? Ótimo. Significa que você defendeu alguma coisa, alguma vez na sua vida."
A frase me fez pensar. Eu teria inimigos? Há pessoas que decididamente não gostam de mim, mas não sei se poderia chamá-los de inimigos. Mas sei que pelo menos alguns deles nasceram de uma divergência de opiniões, ou seja, acredito ter defendido algo alguma vez na vida.
Mas comecei a pensar: o que me faz melhor do que eles? Não acredito nem um pouco na grande bobagem que vivem dizendo, que "ninguém é melhor do que ninguém". Acredito que eu seja melhor que o desgraçado do taxista que roubou meu celular, por exemplo. Ou que o cara que jogou a própria filha da janela. Enfim, passei um tempo buscando uma pequena evidência de que eu era melhor do que essas pessoas que me acham babaca e gostam de mostrar isso por aí, achando que eu não veria.
O velho argumento infantil da inveja passou pela minha cabeça, mas o descartei na mesma hora. Eles não têm inveja de mim, eles realmente me acham babaca por algum motivo. Ou motivo nenhum, vai saber. Aliás, essa última opção é mais provável, pois não me lembro de ter dado motivos suficientes para despertar tal ódio. Mas sei que as pessoas tendem a procurar algo que possam odiar, reclamar e xingar, provavelmente para se sentirem melhor consigo mesmas. Conheço a sensação, confesso. Acho, porém, que talvez tenha conseguido abandoná-la.
Não sinto mais vontade de expressar meu ódio mortal por certas coisas. De repente, isso começou a me parecer exaustivo. Sair gritando aos quatro cantos que tal coisa, seja lá o que for, não passa de uma imbecilidade sem tamanho, apenas para receber mais e mais respostas agressivas atacando a minha opinião... Isso simplesmente não me atrai mais como antes. Não sei se chamo de maturidade ou de preguiça. Só sei que não sinto mais aquela ânsia de discussão.
E então percebi: talvez fosse exatamente isso que me tornava relativamente melhor do que aquelas pessoas. É difícil descrevê-las sem usar clichês cansativos como "amargas", "infelizes" etc. Consegui ir além, concluindo que elas têm essa necessidade infundada de se sentirem superiores aos seres que, de longe, por um mísero detalhe sem importância, não as agradou. Essa necessidade de dizer abertamente que tal pessoa ou grupo faz parte de uma escória inventada ao acaso, e que não se deve relacionar-se com eles.
Me surpreendi ao não me ver rebatendo certas provocações e ignorando-as quase completamente. Estaria mentindo se dissesse que não me senti ao menos ligeiramente incomodado, mas não me dei ao trabalho de me preocupar demais ou tirar satisfações. Não teria agido assim uns meses atrás.
Isso tudo deve ser apenas o preço que se paga por ser feliz.
A frase me fez pensar. Eu teria inimigos? Há pessoas que decididamente não gostam de mim, mas não sei se poderia chamá-los de inimigos. Mas sei que pelo menos alguns deles nasceram de uma divergência de opiniões, ou seja, acredito ter defendido algo alguma vez na vida.
Mas comecei a pensar: o que me faz melhor do que eles? Não acredito nem um pouco na grande bobagem que vivem dizendo, que "ninguém é melhor do que ninguém". Acredito que eu seja melhor que o desgraçado do taxista que roubou meu celular, por exemplo. Ou que o cara que jogou a própria filha da janela. Enfim, passei um tempo buscando uma pequena evidência de que eu era melhor do que essas pessoas que me acham babaca e gostam de mostrar isso por aí, achando que eu não veria.
O velho argumento infantil da inveja passou pela minha cabeça, mas o descartei na mesma hora. Eles não têm inveja de mim, eles realmente me acham babaca por algum motivo. Ou motivo nenhum, vai saber. Aliás, essa última opção é mais provável, pois não me lembro de ter dado motivos suficientes para despertar tal ódio. Mas sei que as pessoas tendem a procurar algo que possam odiar, reclamar e xingar, provavelmente para se sentirem melhor consigo mesmas. Conheço a sensação, confesso. Acho, porém, que talvez tenha conseguido abandoná-la.
Não sinto mais vontade de expressar meu ódio mortal por certas coisas. De repente, isso começou a me parecer exaustivo. Sair gritando aos quatro cantos que tal coisa, seja lá o que for, não passa de uma imbecilidade sem tamanho, apenas para receber mais e mais respostas agressivas atacando a minha opinião... Isso simplesmente não me atrai mais como antes. Não sei se chamo de maturidade ou de preguiça. Só sei que não sinto mais aquela ânsia de discussão.
E então percebi: talvez fosse exatamente isso que me tornava relativamente melhor do que aquelas pessoas. É difícil descrevê-las sem usar clichês cansativos como "amargas", "infelizes" etc. Consegui ir além, concluindo que elas têm essa necessidade infundada de se sentirem superiores aos seres que, de longe, por um mísero detalhe sem importância, não as agradou. Essa necessidade de dizer abertamente que tal pessoa ou grupo faz parte de uma escória inventada ao acaso, e que não se deve relacionar-se com eles.
Me surpreendi ao não me ver rebatendo certas provocações e ignorando-as quase completamente. Estaria mentindo se dissesse que não me senti ao menos ligeiramente incomodado, mas não me dei ao trabalho de me preocupar demais ou tirar satisfações. Não teria agido assim uns meses atrás.
Isso tudo deve ser apenas o preço que se paga por ser feliz.
A menina e o Harry Potter
Estou aqui só pra contar uma breve história que presenciei no shopping da minha cidade, que achei que seria melhor narrar aqui do que no twitter.
Enfim, foi isso. Resolvi escrever isso aqui porque... Bom, porque o blog é meu. Até mais.
Bom, estava eu andando pelo shopping com a minha então namorada, até que entramos numa livraria. Ela sentou numa cadeira perto da porta e eu fui dar uma olhada no lugar onde ficavam os livros que eu gosto mais. Enquanto olhava, ouvi atrás de mim um homem entregando o Harry Potter e a Pedra Filosofal para sua filha - que devia ter entre 10 e 12 anos -, perguntando se ela gostaria de lê-lo. Nesse momento meu pai me ligou, mas me postei ao lado da menina que lia a sinopse na parte de trás do livro, e fingi folhear, por coincidência, o terceiro livro da série Dragões de Éter (que devo ler em breve). Esperei para ouvir a resposta dela ao pai, enquanto ouvia com metade da atenção o que o meu próprio queria me dizer no celular.
Resisti à ânsia de me virar para a tal menina e explicar pra ela o que era a série Harry Potter (cujo nome atualmente transmite certa infantilidade graças aos fãs imbecis, mas que ainda considero parte importante da minha infância e adolescência), e dizer que ela devia ler com certeza. Esperei. Uma onda de orgulho me acertou quando vi a menina levantar os olhos do livro para o pai e dizer-lhe que gostaria, sim, de ler.
Naquele momento eu pude ver o futuro da menina, que se encantaria com o livro exatamente como eu o fiz naquela idade, que passaria suas tardes lendo todo o resto da série, adquirindo certa cultura e consequentemente escapando da futilidade babaca das histórias de vampiros atuais. Foi provavelmente a primeira vez que me recordei da minha infância com certa felicidade, percebendo que realmente tive uma.
Enfim, foi isso. Resolvi escrever isso aqui porque... Bom, porque o blog é meu. Até mais.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Livros de 2011
Pois então, estamos chegando a mais uma virada de ano, daí resolvi fazer uma semi-lista dos os livros que li em 2011. E quem sabe não continuo essa 'série' nos anos seguintes.
Li um total de 11 livros esse ano (estou terminando o 11º), todos muito bons e muito recomendados por mim para os senhores. E vamos à lista, começando com...
1) Percy Jackson e os Olimpianos (cinco livros) - É, resolvi resumir a lista porque seria complicado falar de cada livro de cada série separadamente. O que posso dizer é que essa série é excelente. Eu comecei a ler mais por curiosidade devido ao lançamento do filme O Ladrão de Raios, que levaria o primeiro livro da série pro cinema. Eu vi o filme antes, e todos diziam que não tinha nada a ver com o livro (e realmente não tem). Com a série, descobri que gosto muito de mitologia, tanto grega quanto romana, e me deu vontade de estudar as duas mais a fundo. Descobri também que Rick Riordan é um ótimo escritor, e por isso li depois o primeiro livro da nova série dele, que dá continuação à série de Percy Jackson.
2) O Herói Perdido - Esse é o livro que continua a série citada no primeiro item, dando origem à série Os Heróis do Olimpo. O livro é bom, mas não tanto quando comparado aos da série anterior. Estou aguardando a continuação, porque muitas perguntas ficaram no ar com o final desse primeiro livro. Mas o segundo parece ainda não ter chegado no Brasil. Só espero - e acredito - que ele tenha respostas.
3) As Crônicas do Mundo Emerso (trilogia) - Outra série excelente. Peguei os 3 livros emprestados com a minha namorada, e nem tinha certeza se queria ler, mas não me arrependi. Outro tipo de história que me agrada é a medieval, ainda mais envolvendo magia e coisas sobrenaturais. Gosto de ficção. E Licia Troisi conseguiu combinar perfeitamente os elementos, produzindo uma série envolvente que merece ser lida.
4) As Últimas Quatro Coisas - Continuação do primeiro livro da trilogia de Paul Hoffman, A Mão Esquerda de Deus, que também já foi citado em um post antigo onde eu tentei fazer uma retrospectiva de 2010 (e falhei miseravelmente). O livro é quase excelente. Achei o começo meio chato e monótono, mas depois vai ficando cada vez mais interessante. Comparado ao primeiro, o primeiro ganha. Mas vale a pena, e quero muito ler o próximo.
5) Caçadores de Bruxas - O primeiro livro da trilogia Dragões de Éter, que já parece ser inteiramente excelente também. Raphael Draccon é um escritor brasileiro, e só descobri isso depois de começar a ler o livro. Ele tem uma forma um pouco diferente de narrar histórias, conversando com o leitor de vez em quando. Demorei um pouco pra me adaptar a isso, mas acabei gostando depois. Quanto ao livro, é simplesmente incrível. Nele você encontra histórias infantis antigas e muito conhecidas por qualquer um, vistas de um ângulo totalmente diferente mas que parece absurdamente verdadeiro, entrelaçando as histórias e mostrando um lado genial e assustador das mesmas. Mal posso esperar para ler o resto da série.
E é isso aí, espero que isso incentive alguns de vocês a ler alguns desses livros, porque realmente valem a pena. E vocês já sabem o que me dar de presente também.
Li um total de 11 livros esse ano (estou terminando o 11º), todos muito bons e muito recomendados por mim para os senhores. E vamos à lista, começando com...
1) Percy Jackson e os Olimpianos (cinco livros) - É, resolvi resumir a lista porque seria complicado falar de cada livro de cada série separadamente. O que posso dizer é que essa série é excelente. Eu comecei a ler mais por curiosidade devido ao lançamento do filme O Ladrão de Raios, que levaria o primeiro livro da série pro cinema. Eu vi o filme antes, e todos diziam que não tinha nada a ver com o livro (e realmente não tem). Com a série, descobri que gosto muito de mitologia, tanto grega quanto romana, e me deu vontade de estudar as duas mais a fundo. Descobri também que Rick Riordan é um ótimo escritor, e por isso li depois o primeiro livro da nova série dele, que dá continuação à série de Percy Jackson.
2) O Herói Perdido - Esse é o livro que continua a série citada no primeiro item, dando origem à série Os Heróis do Olimpo. O livro é bom, mas não tanto quando comparado aos da série anterior. Estou aguardando a continuação, porque muitas perguntas ficaram no ar com o final desse primeiro livro. Mas o segundo parece ainda não ter chegado no Brasil. Só espero - e acredito - que ele tenha respostas.
3) As Crônicas do Mundo Emerso (trilogia) - Outra série excelente. Peguei os 3 livros emprestados com a minha namorada, e nem tinha certeza se queria ler, mas não me arrependi. Outro tipo de história que me agrada é a medieval, ainda mais envolvendo magia e coisas sobrenaturais. Gosto de ficção. E Licia Troisi conseguiu combinar perfeitamente os elementos, produzindo uma série envolvente que merece ser lida.
4) As Últimas Quatro Coisas - Continuação do primeiro livro da trilogia de Paul Hoffman, A Mão Esquerda de Deus, que também já foi citado em um post antigo onde eu tentei fazer uma retrospectiva de 2010 (e falhei miseravelmente). O livro é quase excelente. Achei o começo meio chato e monótono, mas depois vai ficando cada vez mais interessante. Comparado ao primeiro, o primeiro ganha. Mas vale a pena, e quero muito ler o próximo.
5) Caçadores de Bruxas - O primeiro livro da trilogia Dragões de Éter, que já parece ser inteiramente excelente também. Raphael Draccon é um escritor brasileiro, e só descobri isso depois de começar a ler o livro. Ele tem uma forma um pouco diferente de narrar histórias, conversando com o leitor de vez em quando. Demorei um pouco pra me adaptar a isso, mas acabei gostando depois. Quanto ao livro, é simplesmente incrível. Nele você encontra histórias infantis antigas e muito conhecidas por qualquer um, vistas de um ângulo totalmente diferente mas que parece absurdamente verdadeiro, entrelaçando as histórias e mostrando um lado genial e assustador das mesmas. Mal posso esperar para ler o resto da série.
E é isso aí, espero que isso incentive alguns de vocês a ler alguns desses livros, porque realmente valem a pena. E vocês já sabem o que me dar de presente também.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
O Leitor
Mergulhava em diversos outros mundos através de palavras impressas em páginas marcadas. Passou as tardes na varanda imerso em histórias envolventes, se sentindo parte delas, enquanto o céu desabava sobre a cidade lá fora. Em momentos como aquele se sentia feliz por encontrar tão fantástica rota de fuga das tempestades metafóricas. Sua personalidade era refletida e construída naqueles livros, naqueles personagens. Aquilo o alimentava, preenchia vazios causados pela abundância de realidade negativa ao seu redor, onde quer que fosse.
E onde quer que fosse, lia. Para esquecer, para lembrar, para viver vidas e histórias que não eram suas, mas eram melhores. Conheceu lugares fantásticos sem sair da sua boa e velha varanda, cuja janela recebia silenciosamente as gotas de chuva que provocavam o ambiente agradável de que tanto gostava. Acompanhado de café e biscoitos, saía de seu mundo triste para onde podia libertar a mente, o que causava sempre uma sensação revigorante ao lhe transmitir novos conhecimentos e muitas possibilidades.
Passava noites em claro em sua cama, iluminado apenas por uma pequena lanterna azul. Lia, madrugada adentro, versos reais ou fictícios de histórias que desejaria viver. O contraste entre tamanhas aventuras frente a sua rotina monótona era absurdo, e o ofuscava. Sonhava em um dia presenciar, ou até mesmo fazer parte de algo que pudesse contar com orgulho para os descendentes. Na verdade já havia conseguido antes, mas o final não foi nada feliz. Queria vencer, ao menos uma vez.
Mas não se deixaria abater. Os livros, em toda sua magia que provinha de algo tão simples e ao mesmo tempo tão poderoso, lhe davam uma ponta de esperança. E não se esforçava para que essa esperança crescesse, pois sabia que a decepção seria maior. Coisas boas nunca duram. Ainda assim, seguia em frente, guiado pelo anseio do conhecimento que o alcançava todos os dias. Sabia que seria útil no futuro, fosse amanhã ou daqui a vinte anos.
Tentou escrever suas próprias fantasias, mas desistiu cedo. Pretendia tentar mais tarde, quando acreditasse que havia amadurecido um pouco mais, e então seria capaz de encantar outros leitores. Leitores que, como ele, não queriam viver o mesmo mundo. Nunca estariam satisfeitos.
Mas ele, apesar de todos os esforços para escapar do seu mundo, nunca se esquecia de viver realmente.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Músicas
Há músicas que me lembram as emoções de determinada época da minha vida. Me lembram de certos aspectos da minha personalidade que ficaram perdidos no tempo, e às vezes tento encontrá-los, pois me agradavam. Pela música consigo perceber como as fases da minha vida passam, às vezes divididas em espaços de tempo tão pequenos, mas ainda assim tão significativas e marcantes.
É engraçado notar os diferentes significados que as canções me passam ao longo do tempo, ainda com as mesmas palavras, mas agora vistas de outro ângulo. Uma perspectiva ao menos um pouco mais amadurecida, sendo outro dom também trazido pelo tempo, e, se posso dizer, pela experiência.
Mas às vezes nada de novo foi dito. A mensagem permanece a mesma, porém me traz novamente uma certa filosofia que me ficou perdida no passado. Volto a ter pensamentos antigos, criando um ciclo criativo e expansivo que começa sozinho por aumentar o meu ser. Me faz crer, ao ser maior que o meu ceticismo, que o tempo nunca é realmente deixado para trás, voltando à mente de vez em quando para acrescentar algo à essência do existir.
Tudo isso poderia ser um dos muitos fragmentos que compõem o sentido da vida. Então, olhando para a minha própria, acredito poder dizer que a música é, sim, essencial.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Sempre buscando - primeira parte
Elas são perigosas. O atacaram de tal forma que mal pode reagir. Tentou desesperadamente reverter o efeito e reparar o dano, mas era tarde. É como dizem: "não vão atacar a não ser que se sintam atacadas", mas o contra-ataque é sempre mais forte do que se espera.
E não são todas que seguem tal regra. Às vezes atacam mesmo sem motivo aparente, deixando a vítima absurdamente destroçada. Sua ação é sempre devastadora pois nunca é o que se espera de tais criaturas. Esperamos apenas o doce clichê do 'amor e carinho' que tantos julgam como essencial, mas normalmente não passa de idealismo.
Já aceitei que a minha vez também chegará. Sinto sua inevitabilidade na pele. Ainda não acredito que haja defesa para esse tipo de golpe, e não espero encontrar uma até lá. Só espero encontrar forças para levantar outra vez, talvez contando com a ajuda de irmãos de espírito. E enfim desistir dessa busca cega e estúpida por amparo em terceiros.
Porém, ainda que seja difícil conviver com a dor que elas causam, talvez mais difícil ainda seja viver sem o conforto que elas proporcionam.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Guitarras, baterias e shows
Meu primeiro instrumento foi um violão Di Giorgio velho que achei meio jogado na minha casa na época. Era da minha tia. Eu tinha uns 12 anos e resolvi começar a ter aulas. Fui aprendendo a tocar, e com 15 ganhei minha primeira guitarra. Uma Washburn foda que vi em uma loja no shopping e quis tê-la imediatamente, mas me contentei em tê-la apenas no dia seguinte.
Comecei a tocar na casa de um amigo meu que tocava bateria. Tentamos por muito tempo formar uma banda, mas não conseguimos de jeito nenhum. Mesmo assim, ensaiávamos direto: eu na guitarra, ele na bateria e um playback pra acompanhar. Um tempo depois, ele me ensinou o groove mais básico que existe na bateria, e gostei de tocar, mas não me animei muito pois sabia que não poderia comprar uma.
Mais tarde, um pessoal da minha sala do 2º ano perguntou se eu sabia tocar bateria. Disse que só sabia o básico do básico, mas mesmo assim insistiram que eu ensaiasse com a banda deles pra ver se dava certo. Então, peguei a set-list que eles planejaram pro ensaio e comecei a treinar em casa apenas fazendo air drums, tentando reproduzir os sons das músicas mentalmente, ou batendo no travesseiro com canetas. Alguns vídeos de drum cover depois, e eu já sabia tocar Paranoid, do Black Sabbath.
Tivemos apenas um ensaio, mas foi o suficiente para que eu decidisse ser baterista, além de guitarrista. Ganhei uma bateria eletrônica no Natal de 2008 e comecei a treinar. Passei a ter aulas uns 2 meses depois, e parei no fim de 2009 (depois de ter 4 meses de aula em Miami, onde também comprei mais uma guitarra), mas continuei aprendendo sozinho. Depois comecei a gravar covers pro YouTube (se quiser ver meus primeiros vídeos de bateria, clique aqui).
Fui chamado pra algumas bandas como baterista, mas nenhuma foi além de alguns ensaios. Tentei também com alguns amigos da escola, mas deu no mesmo. Continuei apenas treinando e gravando mais vídeos ao longo do tempo, esperando conseguir alguma hora montar uma banda que desse certo.
Comecei a tocar na casa de um amigo meu que tocava bateria. Tentamos por muito tempo formar uma banda, mas não conseguimos de jeito nenhum. Mesmo assim, ensaiávamos direto: eu na guitarra, ele na bateria e um playback pra acompanhar. Um tempo depois, ele me ensinou o groove mais básico que existe na bateria, e gostei de tocar, mas não me animei muito pois sabia que não poderia comprar uma.
Mais tarde, um pessoal da minha sala do 2º ano perguntou se eu sabia tocar bateria. Disse que só sabia o básico do básico, mas mesmo assim insistiram que eu ensaiasse com a banda deles pra ver se dava certo. Então, peguei a set-list que eles planejaram pro ensaio e comecei a treinar em casa apenas fazendo air drums, tentando reproduzir os sons das músicas mentalmente, ou batendo no travesseiro com canetas. Alguns vídeos de drum cover depois, e eu já sabia tocar Paranoid, do Black Sabbath.
Tivemos apenas um ensaio, mas foi o suficiente para que eu decidisse ser baterista, além de guitarrista. Ganhei uma bateria eletrônica no Natal de 2008 e comecei a treinar. Passei a ter aulas uns 2 meses depois, e parei no fim de 2009 (depois de ter 4 meses de aula em Miami, onde também comprei mais uma guitarra), mas continuei aprendendo sozinho. Depois comecei a gravar covers pro YouTube (se quiser ver meus primeiros vídeos de bateria, clique aqui).
Eu tocando com meus irmãos num estúdio de BH (Janeiro de 2009)
Fui chamado pra algumas bandas como baterista, mas nenhuma foi além de alguns ensaios. Tentei também com alguns amigos da escola, mas deu no mesmo. Continuei apenas treinando e gravando mais vídeos ao longo do tempo, esperando conseguir alguma hora montar uma banda que desse certo.
Ensaio com amigos da escola
(clique aqui pra me ver tocando isso direito)
(clique aqui pra me ver tocando isso direito)
Ensaio com outra banda que tive, "Música Urbana"
Mas finalmente, em Maio de 2011 fui chamado pra minha atual banda, Infiel Baluarte. Já postei sobre ela aqui, incluindo dois vídeos em que participávamos de uma seleção que escolheria 7 entre 47 bandas, e fomos selecionados para tocar no Ilha Shows de Vitória nesse sábado (29/10) disputando a final do 1º Festival de Música do UP. Não ganhamos, mas na verdade escrevi esse texto todo apenas para falar o seguinte:
Mesmo não ganhando, eu me diverti muito tocando lá. E pude ter certeza de que é exatamente isso que quero fazer da vida: ser o baterista de uma banda (se possível, a Infiel). Sei que não é fácil ganhar espaço no mundo da música, mas acredito que iremos continuar tentando. E se não for mesmo possível seguir essa carreira, será meu principal hobby. A experiência foi mais interessante do que eu esperava. Eu sequer consigo me lembrar da apresentação inteira, nem se realmente fiz tudo certo. Minha teoria é que eu simplesmente me entreguei à música naquele momento, fiz exatamente o que devia fazer e me senti bem.
Espero poder repetir esta experiência muitas outras vezes, pois aprendi bastante. Foi incrível vivenciar tudo aquilo ao lado de amigos. Faltaram alguns, mas haverá outras oportunidades.
E é isso aí, pretendo continuar minha ~história musical~ a partir daqui. Fiquem ligadinhos.
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